
Aracaju será a sede, de 16 a 20 de novembro, do 20º Congresso Brasileiro de Hansenologia, o maior e mais importante encontro das Américas dedicado à hanseníase. Promovido pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), o evento discutirá como os avanços científicos podem se transformar em melhorias concretas na vida dos pacientes e na atuação dos serviços públicos de saúde. Nesta edição, além dos médicos, pesquisadores, docentes e representantes de instituições de saúde, estarão profissionais de Terapia Familiar, Jornalismo, Advocacia.
Com o tema “Ciência e Inovação aplicadas à realidade do território”, o congresso parte de uma questão central: não basta desenvolver novos conhecimentos sobre a hanseníase. É necessário fazer com que eles cheguem aos profissionais que atendem a população, orientem as decisões das autoridades de saúde e permitam identificar a doença mais cedo, tratar adequadamente os pacientes e prevenir incapacidades físicas e exclusão social.
O Brasil concentra cerca de 93% dos novos casos registrados nas Américas e 13% dos casos mundiais. Apesar de ser uma doença que tem cura e tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase ainda representa um importante desafio de saúde pública, sobretudo porque o diagnóstico pode demorar anos e o comprometimento dos nervos pode provocar sequelas permanentes.
“Precisamos aproximar a ciência da realidade de quem está na ponta do atendimento e, principalmente, da pessoa que recebe o diagnóstico. Cada avanço científico é uma esperança para conferir dignidade à população, evitar sequelas, melhorar o tratamento, reduzir o sofrimento e devolver qualidade de vida ao paciente”, explica Marco Andrey Cipriani Frade, presidente da SBH.
O que a ciência pode mudar na vida do paciente?
A programação do congresso aborda questões que implicam diretamente na vida da população, como:
Conhecimento científico precisa chegar à população
Ao reunir discussões sobre diagnóstico, tratamento, tecnologia, prevenção de sequelas e enfrentamento do preconceito, o 20º Congresso Brasileiro de Hansenologia reafirma que a hanseníase não é um tema restrito aos consultórios ou aos laboratórios. É também uma questão de informação, direitos humanos, educação e políticas públicas.
A doença tem cura, e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. O desafio é garantir que as pessoas sejam diagnosticadas a tempo, recebam acompanhamento adequado e não sejam submetidas à discriminação. Com o tratamento adequado, a transmissão é interrompida, e o paciente pode dar continuidade à sua vida com segurança e dignidade.
“Esta é uma oportunidade de transformar conhecimento em ações concretas como melhorar a capacidade de resposta dos serviços de saúde, apoiar decisões das autoridades públicas e não somente colocar o paciente no centro das estratégias de enfrentamento da doença, mas de informá-lo para que seja um multiplicador de informações. O desconhecimento gera o preconceito que tem peso significativo no combate à endemia oculta, na adesão ao tratamento e até no diagnóstico – o Brasil ainda enfrenta desdiagnóstico da doença feito por profissionais que ainda não sabem que a hanseníase está presente”, alerta Cipriani Frade, hansenologista e presidente da SBH.
SERVIÇO
20º Congresso Brasileiro de Hansenologia
Data: 16 a 20 de novembro de 2026
Local: Centro de Convenções AM Malls, Sergipe
Informações e programação: www.sbhansenologia.com.br
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