

A Ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha abraçou a causa e iluminou a fachada do Superior Tribunal Militar (STM) na cor roxa em apoio à campanha nacional “Todos contra a Hanseníase”, realizada ao longo de todo o ano pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), com ênfase no mês de Janeiro Roxo, dedicado à conscientização, enfrentamento do preconceito e incentivo ao diagnóstico precoce da doença.
A adesão do STM soma-se a uma série de iniciativas simbólicas que vêm mobilizando instituições públicas, equipamentos culturais e empresas privadas em diferentes regiões do país. Em Ribeirão Preto (SP), o Cristo de 15 metros de altura, localizado na entrada da Pedreira Said e da Construtora Said, às margens da Rodovia SP-255, Km 4, e a fachada do Theatro Pedro II, monumento de 1930, cartão-postal e patrimônio cultural tombado, também recebem iluminação especial até o dia 31 de janeiro.
No cenário nacional, a campanha alcançou um marco histórico com a iluminação da fachada do Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo Federal, ampliando a visibilidade do tema e reforçando o compromisso institucional do Estado brasileiro com o enfrentamento das doenças negligenciadas.
Lançada há dez anos em Ribeirão Preto, a campanha “Todos contra a Hanseníase” é parceira oficial do NTD World Day (Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas), iniciativa global que busca dar visibilidade a enfermidades historicamente invisibilizadas. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Marco Andrey Cipriani Frade, a participação de instituições tão diversas fortalece a mensagem central da campanha.
“A iluminação de monumentos e prédios públicos é uma estratégia poderosa de comunicação social. Quando instituições do Judiciário, da cultura, do poder público e da iniciativa privada se engajam, ajudam a romper o silêncio, ampliar o conhecimento e combater o estigma que ainda cerca a hanseníase”, destaca.
Ao aderir à campanha, o Superior Tribunal Militar amplia seu papel também na promoção de valores como dignidade humana, cidadania e inclusão social.
Hanseníase: informação como ferramenta contra o preconceito
O Brasil ocupa hoje a segunda posição mundial em número absoluto de casos de hanseníase, atrás apenas da Índia, e é o primeiro em taxa de detecção, que é o percentual de diagnóstico de novos casos a cada grupo de 100 mil habitantes. O país concentra cerca de 90% dos registros da doença nas Américas.
A hanseníase tem cura e, uma vez iniciado o tratamento, a transmissão é interrompida. Trata-se de uma doença infecciosa causada por um bacilo que afeta principalmente os nervos periféricos e que, sem diagnóstico e tratamento precoces, pode provocar sequelas irreversíveis.
A Sociedade Brasileira de Hansenologia elaborou recentemente um documento de cerca de 40 páginas encaminhado às Nações Unidas, detalhando diferentes formas de preconceito enfrentadas por pessoas diagnosticadas com a doença. Segundo Cipriani Frade, o estigma ainda é um dos maiores obstáculos para a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública.
“Muitas pessoas não aceitam o diagnóstico, crianças são afastadas da escola, profissionais perdem seus empregos e pacientes são afastados do convívio familiar. Isso não ocorre com outras doenças”, explica.
Ao iluminar fachadas e monumentos em todo o país, a campanha “Todos contra a Hanseníase” transforma a paisagem urbana em um convite ao diálogo, à informação e ao respeito — passos essenciais para superar o preconceito e avançar na eliminação da doença no Brasil.
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